terça-feira, 10 de agosto de 2010


Alfabetizando pelo Construtivismo

1. A concepção de ensino e aprendizagem pressupõe que a alfabetização é um processo de construção conceitual, apoiado na reflexão sobre as características e o funcionamento da escrita: trata-se de compreender pouco a pouco as regularidades que caracterizam a escrita.

2. Os pontos de partida das situações de ensino são as possibilidades e necessidades de aprendizagem dos alunos, ou seja, o que de fato pensam e sabem sobre a escrita. Acredita-se que é isso que possibilita que a aprendizagem seja significativa.
3. O modelo de ensino apóia-se na capacidade do sujeito de refletir, inferir, estabelecer relações, processar e compreender informações, transformando-as em conhecimento próprio - ou seja, construir conhecimento.
4. Utilizam-se textos reais. O texto é o ‘lugar’ de aprender a ler e escrever e a reflexão sobre as regularidades da escrita é o procedimento básico requerido dos alunos.
5. As atividades apóiam-se no uso de procedimentos de leitura mesmo quando não se sabe ainda ler e escrever. Essas atividades (epilingüisticas) que permitem a leitura e a escrita de textos são tidas como atividades desafiadoras, isto é, que se configuram como situações-problema, em que os alunos precisam pôr em jogo o que sabem, para aprender o que ainda não sabem.
6. O alfabeto deve ser ensinado no começo do processo.
7. Ler é atribuir significado, e isso se dá pelo uso de estratégias de leitura (de decodificação, seleção, antecipação, inferência e verificação), a partir do conhecimento prévio e dos índices fornecidos pelo texto.
8. É possível ler quando ainda não se sabe ler convencionalmente – e que é fazendo isso que se pode aprender: os alunos são tratados como leitores desde que entram na escola.
9. É interagindo com textos reais, mesmo que não se saiba ler convencionalmente, que se aprende a ler diferentes tipos de texto e sua respectiva linguagem. A correspondência letra-som é um conteúdo fundamental, mas apenas um dos inúmeros conteúdos cuja aprendizagem é necessária para que se possa dominar progressivamente a linguagem escrita.
10. O planejamento deve ser feito em função de uma classe real — portanto, não é totalmente reutilizável de um ano para outro, de uma classe para outra.
11. Existem diferentes tipos de erros. Quando uma criança ainda não sabe ler nem escrever, os erros que ela produz são, em geral, erros construtivos e esses erros não se fixam. Além do que, crê-se que a correção deles é incompreensível para as crianças.
12. A classe deve ser heterogênea, pois a interação entre alunos com diferentes níveis de conhecimento favorece a aprendizagem e a circulação de informações.

Atividades Construtivistas de Leitura e Escrita
1. Apresentação do Alfabeto.
2. Testes de verificação de nível (a fim de saber em qual fase a criança se encontra).
3. Leitura de diferentes textos em atividades de epilingüística (rótulos, receitas, capas, cartazes, pequenos livros, textos de livros, cadernos, lousa, etc.).
4. Exemplo:
a) Leitura do Poema “A Foca”, de Vinícius de Moraes. Leitura da Parlenda “Cadê o Toucinho...”; Leitura da Parlenda “Um, Dois, feijão com arroz...”. Atividade: Leitura. Duração aproximada: 30 minutos; Desafios colocados aos alunos: 1. tentar ler, antes de saber ler convencionalmente; 2. estabelecer correspondência entre partes do oral e partes do escrito, ajustando o que sabem de cor à escrita convencional; 3. utilizar o conhecimento sobre o valor sonoro convencional das letras (quando já sabem), ou trabalhar me parceria com colegas que já fazem uso do valor sonoro (quando não sabem); 4. adicionar estratégias que permitam descobrir o que está escrito e onde está escrito.
b) Para se assegurar do sucesso da atividade proposta: 1. garantir que os alunos saibam o texto de cor (não a sua escrita, mas a sua forma oral); 2. se os alunos, de alguma maneira tiveram acesso ao texto escrito, certificar-se de que não o consultem, a fim de evitar que o decorem dessa forma, pois a atividade poderia se transformar em cópia (o que não é a proposta nesses caso); 3. sempre que possível, levar para a classe os livros de onde os textos foram transcritos, para que os alunos conheçam os autores ou portadores reais.
5. Prosseguir com atividades que permitam o conhecimento progressivo das relações entre o texto e código alfabético.
6. Utilizar textos reais em todo o tempo.

Fonte: Programa de Formação de Professores Alfabetizadores "Letra e Vida", Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Educação, Módulo 1, 2005.
Fonte da Imagem: www.Klickeducacao.com.br

ASMÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS NA PRÁTICA ESCOLAR


AS MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS NA PRÁTICA ESCOLAR 55
INTELIGÊNCIA LINGÜÍSTICA: capacidade para pensar com palavras; usar a linguagem para expressar e avaliar significados complexos, quer oralmente (como o faz o contador de
histórias, o orador ou o político), quer por escrito (como o poeta, o dramaturgo, o editor e o jornalista). Inclui a manipulação da sintaxe ou estrutura da linguagem, a semântica
ou os significados da linguagem, e os usos práticos da linguagem, como a retórica – usar a linguagem para convencer os outros; a meneumônica – usar a linguagem para lembrar
informações; a explicação – usar a linguagem para informar; e a metalinguagem – usar a linguagem para falar sobre ela mesma.
CRIANÇAS QUE SÃO EXTREMAMENTE
Lingüísticas
PENSAM
em palavras
ADORAM
Ler, escrever, contar histórias, fazer jogos de
palavras
PRECISAM DE
Livros, fitas, materiais para escrever, papéis, diários, diálogos, discussões,
debates, histórias
INTELIGÊNCIA LÓGICO-MATEMÁTICA: possibilita usar e avaliar relações abstratas, calcular, quantificar, considerar proposições e hipóteses e realizar operações matemáticas
complexas (como o fazem os matemáticos, os analistas financeiros, contadores, engenheiros), para raciocinar bem (como os programadores de computador e cientistas).
Inclui a sensibilidade a padrões de relacionamentos lógicos, funções, afirmações e proposições (causa-e-efeito; se... então), entre outras abstrações. Inclui processos como a
categorização, classificação, inferência, generalização, cálculo e testagem de hipóteses.
CRIANÇAS QUE SÃO EXTREMAMENTE
Lógico-matemáticas
PENSAM
raciocinando
ADORAM
Experimentar, questionar, resolver problemas
lógicos, calcular
PRECISAM DE
Coisas para explorar e pensar, materiais científicos, manipulativos, visitas
ao planetário e ao museu de ciências
INTELIGÊNCIA ESPACIAL: capacidade de perceber informações visuais ou espaciais (como o caçador e o guia), pensar de maneiras tridimensionais levando em consideração a
relação entre cor, forma, linha, configuração e espaço (como o faz os pintores, arquitetos e escultores), transformar e modificar essas informações, e recriar imagens mesmo sem
referência a um estímulo físico original (como os navegadores e jogadores de xadrez). Não depende da sensação visual (cegos a utilizam).
CRIANÇAS QUE SÃO EXTREMAMENTE
Espaciais
PENSAM
por imagens
e figuras
ADORAM
Planejar, desenhar, visualizar, rabiscar
PRECISAM DE
Arte, LEGOs, vídeos, filmes, slides, jogos de imaginação, labirintos,
quebra-cabeças, livros ilustrados, visitas a museus de arte
INTELIGÊNCIA CORPORAL-CINESTÉSICA: envolve o uso de todo o corpo ou partes do corpo para resolver problemas, criar produtos, expressar idéias e sentimentos (por
exemplo, como o faz o ator, o mímico, o atleta e o dançarino). Inclui a coordenação entre sistemas neurais, musculares e perceptuais, permitindo a manipulação de objetos
Corporal cinestésicas
PENSAM
por sensações
somáticas
ADORAM
Dançar, correr, pular, construir, tocar,
PRECISAM DE
Dramatização, teatro, movimento, coisas para construir, esportes e
jogos de movimento, experiências táteis, aprendizagem prática

domingo, 8 de agosto de 2010

HOMENGEM AOS PAIS


                                    MEU SEGREDO DE AMOR
 Fica numa prateleira no alto do armário.Já foi uma caixa de sapatos enfeitada para o dia dos pais,um presente de meus filhos.Dentro dela papel-cartão rosa,vermelho e branco,desenhos e colagens com três tipos de macarrão ,jujubas e confeitos tudo aquilo grudado com um exagero de cola branca.
A caixa de sapatos está enrugada e mofada onde as jujubas e os confeitos derreteram.Está grudenta em alguns lugares.Mas é um repositório de relíquias da infância dos meus filhos.
Se levantar a tampa,você vai entender por que a guardo.Em folhas dobradas e desbotadas de bloco pautado,agora frágeis,estão palavras “Oi papai”,”feliz di dos pais” e “Ti amo”.No fundo da caixa ,colados ,23 corações feitos de miçangas.Com seus rabiscos ,cada um dos três escreveu seu nome.É o produto do amor em seu estado mais puro e verdadeiro.
  As crianças agora são adultas.ainda me amam ,embora tenham dificuldade,ás vezes,de demonstrar.O amor se complica com a idade e o  conhecimento.É amor,sim,mas não é simples.Não é uma coisa que se poderia colocar numa caixa de sapatos.
  Ninguém  sabe que aquele presente muito antigo e grudento está lá.De vez em quando eu o desço do armário e abro a caixa é uma coisa em que posso tocar,segurar e acreditar agora que não há mais bracinhos em volta do meu pescoço.
  É o meu baú do tesouro.E ele significa amor.Quero levá-lo aonde quer que eu vá. 
                                                         Robert fulgbum  
Fonte:Histórias para aquecer o coração dos pais- editora sextante



sábado, 31 de julho de 2010

EXPERIÊNCIA COM PROJETOS CRIANÇAS DO MATERNAL



Projetos com crianças de 1ano e 8 meses  a 3 anos
Quando a criança de 2 anos  chega à Escola traz consigo uma experiência, um modo de viver e de manifestar-se, de conhecer e de interagir com o mundo. Uma  das tarefas da educação infantil é a de auxiliar as crianças muito pequenas a aperfeiçoarem tais estratégias e a adquirirem novas.
 A primeira infância – dos zero aos três anos – é uma etapa dominada pelos instintos e reflexos, que possibilitam as primeiras adaptações, a descoberta do ambiente geral e caracteriza-se pelo início da atividade simbólica. É o momento em que os seres humanos são quase inteiramente dependentes dos adultos. Com essas características grupais, está claro que as crianças bem na educação infantil, precisam de um modo muito específico de organização do trabalho pedagógico e os projetos podem ser um eficiente instrumento de trabalho para os educadores.
Os projetos com crianças pequenas tem seus temas derivados basicamente da observação, da leitura que a educadora realiza do grupo e de cada criança. Ela deve prestar atenção ao modo com as crianças agem e procurar dar significado às suas manifestações. É a partir dessa observação que ela vai encontrar os temas, os problemas, as questões referentes aos projetos. Nessa faixa etária, como já afirmamos anteriormente, uma das tarefas fundamentais do  educador  é a de organizar o espaço – interno (da sala de aula) e externo (pátio). Esse espaço deve incentivar e estruturar as experiências corporais, afetivas, sociais e de linguagem da criança.
É necessária uma familiarização com o ambiente, que deve estar bem estruturado, mas flexível e passível de mudanças. Os materiais também devem modificar-se ao longo do ano, acompanhando a trajetória do grupo – suas novas aquisições, necessidades, interesses. O ambiente, isto é, a sala das crianças, deve ser visto como parte integrante da ação pedagógica, interferindo como um educador auxiliar que não é neutro, mas provocador de aprendizagem.
 O uso do vídeo e de fotos das ações das crianças pode auxiliar na coleta de informações sobre o grupo, pois nessa faixa etária o projeto escrito é muito mais uma necessidade do educador do que das crianças. Após refletir sobre a proposta de projeto com seus pares e iniciar as atividades, é importante que o educador saiba que este será modificado de acordo com as situações, com as crianças e com o retorno das famílias.

Mônica Gevason Alvim
Coordenadora da Educação Infantil

Bibliografia:
Pedagogia de Projetos:
HERNÁNDEZ, Fernando. Os Projetos de Trabalho e a necessidade de transformar a escola (I e II) In Revista Presença Pedagógica nos. 20 e 21, mar/abr 1998 e mai/jun 1998. 

LEITE, Lúcia Helena Alvarez. Pedagogia de Projetos - intervenções no presente In Revista Presença Pedagógica no. 8, mar/abr 1996. 

LEITE, Lúcia Helena Alvarez. A Pedagogia de Projetos em Questão In Reflexões sobre a Prática Pedagógica na Escola Plural, 1995/1996.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida - "O Jogo e a Educação Infantil"- São Paulo: Pioneira, 1998 KRAMER, Sônia - "Com a Pré-Escola nas Mãos - Uma Alternativa Curricular para a Educação
 





Nuances e Afetividade na Educação



Nuances e Afetividade na Educação



       
Olho para o mundo e vejo a pujança do modelo capitalista, refletida no amplo alcance das novastecnologias e na efervescência socioeconômica ecultural dentro da dita “Aldeia Global”.
Paradoxalmente, percebo um hiato no espectro das relações humanas, em que a máxima proferida por Charles Chaplin em 1940, quando do fi lme O Grande Ditador, permanece atualíssima e plenamente aplicável. Nela, o cineasta – e pensador – afi rma que “criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. [...] Pensamos em demasia e sentimos bem pouco”.
Na tentativa de inserir este viés de análise na seara
da educação, me remeto ao cotidiano escolar, do qual sou integrante, e enxergo o refl exo do conteúdo
supracitado, porém vislumbro a possibilidade da transformação humana através deste espaço.
O educandário deve ser percebido como uma instância do mundo globalizado, que lida com o saber científico, com as demandas do mundo do trabalho, mas, acima de tudo, que trabalha com a vida.
Tem no ser humano a sua matéria-prima.Para que a escola consiga dirimir o hiato entre o pensar e o sentir, um elemento irrompe como essencial: a satisfatória relação educador-educando.
O jornalista e educador Gilberto Dimenstein afirma
que “só existe um motor do aprendizado: paixão e curiosidade”.Diante de tal consideração, não é leviano pensar que afeição, amizade e amor – aliados à excelência do saber acadêmico – são elementos indispensáveis à libertação de mentes e corações humanos das

amarras e trevas da ignorância. Conseqüentemente, torna-se nítida a possibilidade de atuação da escola
como uma das ferramentas de ajuste social. Obviamente, não desejo conferir à educação um caráter messiânico.
O que de mim ecoa, como um brado, é a urgência de percepção acerca da importância da afetividade na relação professor-aluno. Não será mais propício ao pleno desenvolvimento das múltiplas habilidades do ser-educando a configuração de uma atmosfera cordial e solidária no âmbito da sala de aula, onde valores nobres – como respeito e reconhecimento – sejam difundidos e percebidosem termos práticos?
Afinal, a necessidade de amar, ser amado, reconhecido,
compreendido e pertencente a um grupo é
inerente ao ser humano. Não devemos perceber a
afetividade como um risco à autoridade do professor.
Esta, certamente, pode ser edificada em bases amorosas e, concomitantemente, ser reconhecida por meio do respeito, sem que se caia na esparrelado autoritarismo.
Mesmo em meio aos antagonismos da ordem capitalista, e diante dos  problemas do mundo, podemos desempenhar com altivez o nosso pequeno papel diante do todo, como bem recomendara o mestre Paulo Freire.
Tal desempenho, com afetividade, pode ser mais interessante, pois o próprio Chaplin nos alerta que “mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido”.
Pensemos nisso. _
Túlio Grégory Morais dos Santos

EDUCAÇÃO INFANTIL


Educação Infantil

Espaço de muitos saberes, onde se valoriza cada sujeito, estimulando a troca de conhecimentos e respeitando as singularidades presentes no grupo.
A observação e a mediação das relações estabelecidas e dos saberes potencialmente construído, fazem parte do nosso cotidiano escolar, bem como a escuta e o olhar atento de todos os membros da equipe Saci  , dando o melhor de si, com diretrizes claras do que é a Educação nessa fase belíssima da vida.
Objetivos da Educação Infantil
1.1. Oportunizar a criança condições de universalização de acesso às diferentes formas do conhecimento.
1.2. Desenvolver habilidades e atitudes que a estimulem à aprendizagem, à integração com o ambiente e o acesso pleno a seus direitos.
1.3. Desenvolver visão e atitudes de inserção do homem ao meio ambiente, como sujeito partícipe dele e comprometido com sua preservação e qualidade buscando a universalização da qualidade da vida de todos os  seres da natureza.
1.4. Promover a apropriação do conhecimento científico e dos bens culturais produzidos pela humanidade,  através do currículo trabalhado de forma interdisciplinar.
1.5. Trabalhar o desenvolvimento integral da criança até 5 anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual, social, cultural, moral, em parceria com família e a comunidade.
1.6. Respeitar a dignidade e os direitos das crianças, considerando suas diferenças individuais, sociais, econômica, culturais, étnicas, religiosas.
1.7. Trabalhar com a criança os conflitos existentes na busca de transformações alicerçadas em um relacionamento ético, político e afetivo.
1.8. Estabelecer vínculos afetivos e de troca entre adultos e crianças, fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social.
1.9. Garantir o direito das crianças brincarem com forma particular de expressão, pensamento, interação  e comunicação infantil.
1.10. Instigar a observação e a exploração do ambiente com atitudes de curiosidade, percebendo-se como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente, valorizando atitudes para a contribuição de sua conservação.

AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL



Vamos esclarecer um pouco da avaliação na educação infantil:


A avaliação é realizada não apenas em diferentes momentos, como também em situações variadas para não desvincular-se da ação pedagógica. Assim, na avaliação dos alunos deve-se levar em conta o que está sendo construído pelos alunos em diversas instâncias, sendo imprescindível diagnosticar:
·                    o que são capazes de resolver/solucionar/aplicar sozinhos;
·                    o que são capazes de resolver/solucionar/aplicar com ajuda de professores;
·                    o que é preciso para que eles construam conhecimentos e valores.

E, em função dos objetivos propostos, a avaliação é progressiva, por meio da observação diária, dos trabalhos feitos em casa, da participação, das tarefas em grupos e registros individuais, dá ao professor uma visão completa do processo de desenvolvimento da criança, seja do ponto de vista cognitivo, afetivo e psicomotor.
O professor utiliza instrumentos de observação que possam avaliar a maior parte das habilidades de cada aluno, garantindo que os alunos estejam sendo avaliados continuamente nos seguintes aspectos:
·                    conteúdos de conhecimento específicos;
·                    capacidade de aplicar os conhecimentos em situações do cotidiano;
·                    capacidade de responder a diferentes desafios que lhes sejam apresentados;
·                    conduta social e envolvimento no decorrer do processo-ensino-aprendizagem.

Na Educação Infantil não haverá provas, notas mas uma questão fundamental deve ser colocada: como trabalhar com o erro?  Sabe-se que certos “olhares” ou certos “comentários” de professores podem ter um efeito muito pior sobre a criança que uma nota baixa. Por isso, avaliação da Educação Infantil se pauta basicamente pela observação e  registro. Uma perspectiva de acompanhamento do processo de desenvolvimento, pode ser apontada na seguinte direção conforme VASCONCELLOS(1994):
  “-observação da criança fundamentada no conhecimento de suas etapas de desenvolvimento;
-registro das manifestações das crianças e de aspectos significativos de seu desenvolvimento;
-diálogo freqüente e sistemático entre os adultos que lidam com acriança e os pais ou responsáveis.”

No caso de comunicação aos pais, é muito mais significativo o parecer descritivo (relatório) do desenvolvimento da criança, que a emissão de conceitos/notas ou menções.
A avaliação descritiva apresentará um relatório dos educadores em que apontarão o que aluno conquistou no processo ensino aprendizagem; o que  não alcançou e encaminhamentos que podem ser executados tanto pela escola quanto pela família para a superação diante dos objetivos propostos no projeto de estudo. Será um instrumento entregue aos pais por semestre , juntamente, com um portifólio de projetos, acompanhado de uma conversa individual entre educadores e familiares, defendendo a relação dialógica entre escola e família.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Educação Infantil e Psicopedagogia

Educação Infantil e Psicopedagogia

Educação Infantil e Psicopedagogia: Trabalhando a Coordenação da Criança

Educação Infantil e Psicopedagogia: Trabalhando a Coordenação da Criança

Educação alternativa através do método de projetos Crianças saem da rotina, aprendem a fazer pesquisas
e são estimuladas a ter interesse pelas aulas

Thiago Werneck
Colaboração
08/08/2007
www.acessa.com

Uma forma diferente de ensinar. Ao invés de seguir livros e ser um "transmissor de conteúdos", o professor é quem se transforma em pesquisador. O aluno, por sua vez, deixa de apenas ouvir as matérias e se torna agente ativo dentro do seu próprio aprendizado. É a forma de ensinar através de projetos que já é utilizada por uma escola em Juiz de Fora no Ensino Infantil e de primeira a quarta séries.

Nada de ir para frente da sala e começar a passar atividades e matérias. O método trabalha com dúvidas e curiosidades dos alunos. O professor monta uma roda de conversa com a turma e fica atento para qual assunto desperta maior interesse e dúvidas para as crianças. A partir desse tema, ele propõe um projeto aos alunos que são incentivados a pesquisar.

No trabalho, o professor faz a lista cognitiva com três ítens: o que os alunos já sabem, o que eles querem saber e como eles irão pesquisar. A partir daí crianças de três anos já são incentivadas a fazerem entrevistas e buscar evidências sobre o assunto. Os alunos são estimulados a aprender, de forma diferente, todos os conteúdos cobrados nos programas curriculares das escolas convencionais.

Estímulo ao aluno
Foto da Magda A pedagoga especialista em educação, Mônica Gervason Alvim"As crianças sugerem a problemática e por isso mostram interesse durante todo o projeto. Vou te dar um exemplo simples que vem da questão "de onde vem o leite?". A partir dessa indagação vamos fazer trabalho de campo com eles que, por exemplo, vão ver como se faz a ordenha de uma vaca, como é feito o queijo e muitas outras coisas", explica.
(foto ao lado), ressalta que o maior diferencial é o estímulo dado ao aluno através dos projetos.

O assunto cresce e vira um projeto de ensino da turma. "O interesse deles é enorme, sempre querem saber mais. E sem eles perceberem, trabalhamos o português, a matemática, a história, geografia e até o inglês. Eles aprendem tudo que aprenderiam em uma escola tradicional", ressalta Mônica.

Para a professora, a vantagem está na formação do aluno, que sai mais preparado para o mercado profissional sem perder o tempo típico da infância. "Eles já saem daqui sabendo fazer uma pesquisa com facilidade e têm mais atenção no que aprendem, não ficam dispersos na sala de aula. Tudo sem perder, sem estar em um regime rígido, podendo aproveitar a infância", conta.

O segredo do método de projetos é a forma de estimular as crianças. Nos jogos, leituras e trabalho de campo, os professores devem ter uma boa percepção para acompanhar o ritmo da criança e incentivá-las a aprender o conteúdo programático, de acordo com o interesse de cada uma. "Para aplicar o projeto, todos os professores têm que estar preparados e cientes de como vão fazer isso", destaca Mônica.


Aluna pintando Livro infantil

Segundo a professora, é preciso trabalhar as inteligências múltiplas e emocionais das crianças. O responsável pela aula deve ter essa percepção para conseguir explorar os potenciais dos alunos e entender um pouco da forma de agir de cada um. "O ideal é que haja no máximo 15 alunos por turma. Só assim eles podem receber a atenção devida", afirma Mônica.

Participação dos pais
A participação dos pais se torna importante para aplicação do projeto. Mônica conta que vários deles já deram palestras nas aulas. "Quando falávamos de peixe, um pai mergulhador veio e trouxe todo material, mostrou para os alunos. O mesmo aconteceu quando o assunto era abelha e um pai trouxe até colméia. Eles participam ativamente e isso faz com que as crianças se sintam melhores na escola", relata.

Quanto mais novo o aluno, mais simples se tornam os projetos. Apesar disso, o foco no estímulo e métodos é o mesmo. Até a quarta série nenhum dos professores trabalha com livro. Esse método de educação por projetos é embasado na teoria desenvolvida pelo educador espanhol, Fernando Hernández. Para Mônica, uma frase de Tiago Adão Lara resume o trabalho que é feito: "Eu não tenho o caminho novo o que tenho é o jeito novo de caminhar".

Retirada da fralda


Você ainda está pensando em tirar as fraldas do seu filho de dois anos? Para algumas famílias norte-americanas que colocam bebês com menos de 1 ano sentados no vaso sanitário, você está atrasado. Lá, coerente com o modo de viver competitivo da sociedade, quanto mais cedo a criança aprender a usar o toalete, melhor. Com isso, os bebês se livram das fraldas enquanto ensaiam os primeiros passos. O médico Barton D. Schmitt publicou um estudo mostrando que 50% dos bebês no mundo aprendem a usar o banheiro antes de completar 1 ano. Aqui no Brasil, ainda bem, não temos iniciativas parecidas.

Para os médicos brasileiros uma criança com menos de 1 ano e meio não tem nem maturidade fisiológica nem psicológica para sair das fraldas. Adiantar esse treinamento não traz benefício algum para o bebê. "Você pode até condicioná-lo a usar o toalete, mas não significa que ele entenda o que está fazendo", afirma o pediatra Roberto Bittar. Quem sai das fraldas antes do tempo pode apresentar desde problemas orgânicos, como fazer cocô na roupa ou em lugar inapropriado (encoprese), até emocionais, como baixa auto-estima. "Nessa idade, a criança está muito vulnerável à percepção externa sobre a própria imagem. Imagine se ela está sem fralda, porque a tiraram antes do tempo, e faz xixi na roupa? Vai ser motivo de vergonha e constrangimento. Podendo até gerar bloqueios emocionais sérios", diz a pediatra Maria do Carmo Barros de Melo. Por isso, o melhor é respeitar o desenvolvimento do seu filho e ter paciência nesse processo.

Não se precipite. "Só comece o treinamento do seu filho se você perceber que ele está maduro. Assim, o aprendizado tem mais chances de acontecer com tranqüilidade, apesar das trovoadas", diz a pediatra Gelsomina Colaruso Bosco. Como saber se chegou a hora? As crianças costumam deixar a fralda do dia, em média, a partir dos 2 anos e meio. Na prática, seu filho dá sinais de que está pronto se demonstra desconforto ao sujar a fralda ou avisa quando fez xixi ou cocô. Se esse tempo não for respeitado, corre-se o risco de enfrentar quilos de roupas molhadas na lavanderia por meses a fio.

Fonte: Revista Crescer

Culinária na Educação Infantil


Aula de culinária possibilita:
- Trabalhar de forma multidisciplinar diversos conteúdos escolares
- Elevar a auto-estima do aluno (sentir-se útil ao preparar uma receita)
- Trabalhar em equipe (aprender e respeitar as regras de convívio)
- Aprender bons modos à mesa (mas nada substitui a família)
- Transmitir a aprendizagem de sala de aula para os familiares
- Aprender a experimentar

Hábitos de Higiene
- Ensinar e seguir algumas normas de segurança e higiene na preparação dos alimentos:
- Lavar sempre as mãos com água e sabão
- Se tiver cabelos compridos, prenda-os (touca)
- Utilizar avental

Leitura/ Linguagem
- Leitura e interpretação das receitas
- Melhorar a capacidade da criança em ler
- Melhorar vocabulário
- Dependendo da turma, trabalhar com singular e plural, aumentativo e diminutivo, verbos, substantivos, adjetivos (regras gramaticais), etc.

Matemática
- Trabalhar conceitos matemáticos: adição, subtração, multiplicação e divisão
- Fração (pizza)
- Medidas (de massa, volume, capacidade, temperatura)
- Sequenciar (o que vem em 1o., 2o, 3o., etc.)
- Resolução de problemas
- Valor monetário

Ciências
- Origem dos alimentos (animal, vegetal e mineral)
- Estados físicos: gasoso, líquido e sólido
- Alterações dos alimentos durante o cozimento (ovo, legumes, etc.)
- Desenvolver os 5 sentidos: paladar, tato, audição, visão e olfato
- Observar processos de fermentação, fervura, etc.
- Trabalhar resíduos recicláveis e orgânicos
- Componentes dos alimentos industrializados (conservantes, acidulantes, corantes, etc.)
- Data de fabricação, validade.

História
- Origem da receita: associar o período em que a receita foi criada com fatos históricos da época.
- Como era a vida das pessoas que viviam naquele local (práticas, costumes, etc.)
- Estudos sobre imigração a partir de uma receita de origem estrangeira
- Diferenças nos hábitos alimentares entre culturas (países e estados)

Geografia
- Receitas típicas regionais (utilizar mapas e mostrar onde se localiza da cada país, estados, etc.)
- Geografia da região (tipo de solo, vegetação, hidrografia)

Coordenação Motora
- Proporcionar atividades como misturar, bater, picar, enrolar, abrir embalagens, etc. desenvolvem a coordenação motora.

Outros pontos a serem trabalhados
- Alimentação saudável
- Fast food X Confort food
- Poder nutritivo dos alimentos (vitaminas, caboidratos, gorduras, etc,)
Mônica Gervason

Educação Infantil e Psicopedagogia

Educação Infantil e Psicopedagogia



Olhem que interessante...



O nosso cérebro é ...... !!!

De aorcdo com uma peqsiusa

de uma uinrvesriddae ignlsea,

não ipomtra em qaul odrem as

Lteras de uma plravaa etãso,

a úncia csioa iprotmatne é que

a piremria e útmlia Lteras etejasm

no lgaur crteo. O rseto pdoe ser

uma bçguana ttaol, que vcoê

anida pdoe ler sem pobrlmea.

Itso é poqrue nós não lmeos

cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa

cmoo um tdoo.

Sohw de bloa.


Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Trabalhando com Projetos de Ensino.


Quem quiser saber mais sobre Projetos de Ensino na Educação Infantil meu email: mgervasom@globo.com